Empresários afirmam que a proposta alavancará a economia e proporcionará uma maior geração de empregos. Entretanto, segundo o presidente da CNI, é preciso observar com atenção os pontos propostos no novo pacote econômico
Marcos Pontes, Ministro de Ciência e Tecnologia, Inovação e Comunicação e Robson Braga de Andrade, Presidente da CNI(foto: Miguel Ângelo/CNI)
A indústria vê com bons olhos o pacote econômico proposto pelo executivo federal, entregue hoje ao legislativo, no sentido de equilíbrio fiscal e desburocratização dos investimentos nos estados. Após o encontro da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), realizado nesta terça-feira (5/11), na sede da CNI em Brasília, Robson Braga de Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria, ainda destacou ser preciso observar todos os pontos da proposta com atenção. Empresários também acreditam que a medida irá fomentar a geração de empregos para os jovens.
“Agora, é claro que você precisa conhecer em profundidade os detalhes dessas propostas, porque o que conhecemos está no campo das ideias, mas o mercado e os empresários estão avaliando muito objetivamente”, afirmou Andrade.
Segundo ele, o mais importante é saber quais serão os impactos, já que, aparentemente toda a situação é muito agradável com uma boa perspectiva para o futuro. “Mas agora tem que olhar cada setor, qual o impacto que vai trazer na contratação de mão de obra, na melhoria da burocracia para pagamento de impostos, na questão do equilíbrio fiscal dos estados. Quer dizer, é preciso fazer uma análise mais completa”, afirmou.
O diretor de relações governamentais da Positivo, José Goutier Rodrigues, que também estava no encontro, ressaltou o otimismo do setor e, segundo ele é super bem-vindo a abertura comercial e a queda do custo tributário que a proposta oferece. Estamos aplaudindo 100%. Você não vai encontrar um empresário dizendo que não quer (a proposta) ou 'o meu setor está bem do jeito que está'. Não há um discurso honesto se ele disser isso. Essa liberalidade econômica e as questões tributárias que envolvem toda a cadeia produtiva, por exemplo, são bem-vindas e somos totalmente favoráveis", afirmou.