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Evanir Aguiar dos Santos é diretor operacional da Fortus FORTUS/DIVULGAÇÃO/JC

Muito se fala sobre a importância da contabilidade na gestão de negócios, porém ainda é pouco utilizada para a tomada de decisões. Isso ocorre por alguns motivos que levam os gestores a não utilizarem essas importantes informações. Um deles é o próprio desconhecimento. Outro se refere à qualidade, à totalidade e à tempestividade dos dados disponibilizados para o profissional da área. Além disso, os gestores, muitas vezes, dedicam muito tempo para a operação do negócio, deixando de lado o cuidado que se faz necessário na gestão da empresa.

A contabilidade é a ciência que estuda e controla o patrimônio das organizações, possuindo, assim, demonstrações obrigatórias. Ademais, por meio da contabilidade, é possível também se extrair análises e indicadores das demonstrações, os quais além de demonstrarem o passado das empresas, servem para realizar projeções que auxiliarão no planejamento orçamentário e tributário.

Ainda podem possibilitar que os gestores mantenham um controle real e permanente da situação financeira, fazendo com que tenham embasamento nas tomadas de decisões.

Logo, através da comparação e interpretação das demonstrações financeiras é possível se extrair informações que permitem um melhor diagnóstico da situação econômica e financeira. Como ponto fundamental para uma correta análise, em primeiro lugar, deve se ter claro quem será seu usuário: podem ser sócios, investidores, clientes, credores, entre outros, e qual a sua necessidade de extensão e detalhamento, pois, dessa forma, será mais fácil identificar e explicar os fatores que estão interferindo nos resultados da organização.

Alguns dos métodos de análises utilizados são as análises vertical e horizontal. Fora isso, a contabilidade permite ainda obter conclusões através de indicadores econômicos e financeiros: índice de liquidez, de liquidez geral, de liquidez corrente, de liquidez seca e de capital circulante líquido.

Temos ainda os indicadores de endividamento ou de estrutura de capital, que indicam o nível de endividamento e suas garantias para solver suas dívidas, seja a curto ou longo prazo. Os índices de endividamento são divididos em quatro: Coeficiente de Dívidas Circulantes, Coeficiente de Dívidas Totais, Coeficiente de Dívidas de Longo Prazo e Coeficiente de Segurança Máxima.

Temos ainda os indicadores de lucratividade, que são utilizados para comparar tipos variados de resultados da uma organização em um determinado período. É medido quantitativamente através de um cálculo simples, e tem o objetivo de facilitar as análises para que as entidades gerem retornos satisfatórios. Os indicadores que compõem a lucratividade são: Coeficiente de Margem de Lucro Operacional Bruto; Coeficiente de Margem de Lucro Operacional Líquido; e Coeficiente de Margem de Lucro Líquido do Exercício.

Por fim, temos os indicadores de rentabilidade. Eles demonstram através de percentuais de remuneração de seus diversos tipos de capitais e/ou outros fatores de remuneração da organização no qual se faz a mensuração e a análise de determinado período, obtendo, assim, uma informação confiável. Através do uso das técnicas disponibilizadas pela contabilidade é possível conhecer a realidade da entidade e, com isso, decisões, projeções e orçamentos, o que significa dizer que os Planos Estratégicos terão maior chance de assertividade.

Infelizmente, os indicadores financeiros ainda são muito pouco analisados pelo gestor das empresas, em especial as de médio e pequeno portes. E é justamente nessas organizações que o índice de mortalidade ocorre. Logo, é de fundamental importância que os empresários olhem para esses indicadores e os utilizem em suas tomadas de decisões, sendo, assim, mais assertivos em suas ações.

Evanir Aguiar dos Santos – Diretor operacional da Fortus Group

Jornal do Comércio